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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uso de computador em prova de concurso começará a ser testado

O uso de computadores para realização de provas de concursos públicos está prestes a ser testado. O Cespe/UnB anunciou, no início do mês, que está preparando para o próximo semestre a aplicação, em escala nacional, de Testes Adaptativos Computadorizados (CAT, na sigla em inglês) em provas objetivas de certificações, avaliações e seleções públicas. Esse método avalia o candidato em uma prova apresentada no computador, calculando sua proficiência de forma dinâmica, considerando as respostas às questões, por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI). O software desenvolvido pelo Centro, que faz o cálculo do desempenho do candidato, está sendo aperfeiçoado para permitir aplicações, com segurança, em redes de computadores que poderão ser instaladas em polos de diferentes cidades ou estados.
O assunto é polêmico. Especialistas discutem se esta modalidade é ou não apropriada à aplicação em concursos públicos. Para Sérgio Camargo, advogado especializado em concursos, é favorável ao projeto já que vivemos numa era digital, diante de um avanço tecnológico muito maior do que o social, com os jovens cada vez mais cedo interagindo por meio da internet e das redes sociais. Como ponto positivo deste modelo, ele destaca a rapidez em todo o processamento da informação.
Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, acredita que, com o passar do tempo, as provas por computador acabarão substituindo o atual modelo. Porém, ele ressalta que o custo inicial para aplicar essas provas em larga escala ainda é muito alto:
— No lugar do caderno de provas, cada candidato terá à sua frente um computador para fazer a prova. O custo para organizar grandes concursos pode chegar à beira do inviável no início do projeto. Imagina um concurso, como o último dos Correios, com mais de um milhão de inscritos. Mesmo se a prova for aplicada em vários dias diferentes, o investimento em tecnologia será alto. Obviamente o custo de correção reduz, já que os cartões-respostas serão abolidos. Mas até a Cespe conseguir equilibrar o custo do processo, deve demorar um pouco.

Na opinião de Leonardo Pereira, diretor do Instituto IOB, a grande questão não é saber se esta modalidade vai pegar. Partindo do princípio de que as vantagens iniciais apresentadas são muito louváveis — ele destaca a redução com custos de deslocamento do material e do impacto ambiental, além da praticidade de aplicação de exames no Brasil inteiro —, Pereira acredita que é necessário um choque de realidade:
— O Brasil está preparado para, moralmente e estruturalmente, receber esse tipo de serventia? Particularmente guardo minhas dúvidas, já que não podemos dizer que o grau de falibilidade da moral de muitos administradores públicos ainda apontam para uma necessidade de se tirar vantagem de tudo. Imagine só o que poderia acontecer a um concurso aplicado pelo computador, onde em tese as informações podem ser manipuladas? Eu ainda não ficaria confortável com a situação.

Segurança, um grande nó a ser desatado
Pois o principal nó a ser desatado é, justamente, a questão da segurança, que não se resume ao controle da invasão por 'hackers'. Segundo Estrella, quando falamos em informatizar o processo, devemos ter em conta que toda a operação ocorre nos bastidores, onde as pessoas encarregadas em encontrar falhas são as mesmas que podem fraudar. E ressalta: no mundo virtual, a transparência é menor e temos muito menos meios de controle.
— Não me preocupam as fraudes, pois as tentativas sempre existirão, mas sim a capacidade de identificação delas. Uma vaga na carreira pública pode ter um valor muito alto, e, se há valor, há mercado (quem oferece e quem procura). Mas com um processo no mundo real, fica um pouco mais difícil de esconder essas tentativas. Existem muito mais controladores habilitados, até mesmo os próprios candidatos — diz o professor.
Pereira, do Instituto IOB, concorda que este tipo de prova será suscetível a fraudes, mas lembra que a versão impressa também não é isenta. Segundo ele, uma forma de resguardar o candidato seria a impressão de um extrato com suas respostas.
— Esse é o lado da segurança do candidato. Mas a possibilidade de fraude, de beneficiamento de uns candidatos em detrimento de outros, acho que ficará no mesmo nível que é hoje.
De acordo com o coordenador de Tecnologia do Cespe/UnB, Jorge Amorim, a adaptação do CAT envolveu metodologias de armazenamento de dados e aplicativos de segurança.
— Toda a parte de inteligência do software foi aproveitada. As adaptações de segurança e de montagem da estrutura de aplicação é que vão possibilitar a expansão da aplicação desta prova do nível local para o nível nacional — afirma Amorim.
Ele acrescenta que a nova plataforma tecnológica do CAT disponibiliza o acesso às questões da prova adaptativa somente em computadores cadastrados pelo Cespe/UnB, sistema semelhante ao utilizado por instituições bancárias para clientes acessarem suas contas pela internet.
Críticas à parte, os consultores entendem que este será o caminho natural para todas as bancas examinadoras.
— A banca que não adotar este modelo, perecerá. Os custos da atual operação é alto e se repete a cada prova. Com a mudança do modelo, o investimento alto inicial pode ser diluído nas novas provas organizadas com custo absurdamente mais baixo —conclui Estrella.

FONTE E REDAÇÃO: http://oglobo.globo.com

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.329,35 em abril, afirma Dieese

O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.329,35 em abril, a fim de suprir as necessidades básicas dos brasileiros e de sua família, como constata a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira, 7, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 277,27, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,74 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00.

O valor estimado pelo Dieese em abril é maior do que o apurado para março, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.295,58 ou 3,69 vezes o mínimo atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros era de R$ 2.255,84, o equivalente a 4,14 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545,00.

A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em abril deste ano, o conjunto de bens essenciais aumentou, na comparação com o mês anterior, mas caiu significativamente em relação a igual período de 2011.

Na média das 17 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 85 horas e 53 minutos, uma hora a mais do que o tempo exigido em março, que era de 84 horas e 53 minutos para realizar a mesma compra. Já em abril de 2011, a mesma compra necessitava de 94 horas e 41 minutos.
 
Fonte: Estadão através do http://tribunadonorte.com.br

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Prazo do IR termina nesta segunda; declaração incompleta evita multa

Termina nesta segunda-feira (30), às 23h59, o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2012, ano-base 2011. A multa mínima por atraso é de R$ 165,74 e pode atingir até 20% do imposto devido.
Quem deixou para a última hora e ainda não entregou o documento tem a opção de remeter a declaração incompleta para evitar a multa, segundo especialistas, e retificar depois.
De acordo com o diretor-executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, o envio da declaração incompleta é um alternativa para quem ainda não conseguiu reunir todos os documentos necessários. Posteriormente, entretanto, o contribuinte deve fazer uma declaração retificadora para evitar a chamada "malha fina".
"Diferente do que muitos pensam, a entrega desta forma não significa que a declaração irá automaticamente para a malha fina. Porém, depois da entrega, deverão fazer o material com muito mais cuidado, pois, as chances serão maiores", acrescentou ele.
O diretor da Confirp lembrou ainda que é uma obrigação das empresas repassarem as documentações necessárias para os trabalhadores. Se obter os documentos somente depois de enviar a declaração, a dica é fazer a correção na declaração retificadora.
"Localizados os documentos que faltaram na declaração o contribuinte pode fazer a retificação, onde os erros serão corrigidos. O prazo para retificar a declaração é de cinco anos, mas é importante que o contribuinte realize o processo rapidamente, para não correr o risco de ficar na malha fina", opinou o diretor-executivo da Confirp.
 
Cuidados com a retificadora
Segundo Richard Domingos, um dos cuidados que deve ser tomado é entregar a declaração retificadora no mesmo modelo (completo ou simplificado) utilizado para a declaração original se a correção for feita depois de 30 de abril. Mas, se a entrega for antes desta data ainda é possível alterar o modelo.
É fundamental, explicou ele, que o contribuinte possua o número do recibo de entrega da declaração anterior para fazer a retificadora. Segundo o diretor, o procedimento para a realização de uma declaração retificadora é o mesmo que para uma declaração comum, a diferença é que no campo "Identificação do Contribuinte", deve ser informado que a declaração é retificadora.

FONTE:  http://g1.globo.com

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mônaco: m² de imóveis de luxo chega a custar US$ 58 mil

Em Mônaco, o valor médio local, em dezembro de 2011, era de US$ 58.300
Em Mônaco, o valor médio local, em dezembro de 2011, era de US$ 58.300
Foto: AFP

Mônaco é a cidade que possui o maior do preço do metro quadrado do mercado de luxo, segundo levantamento da The Wealth Report 2012, do instituto Knight Frank. O valor médio local, em dezembro de 2011, era de US$ 58.300. Em seguida, Cap Ferrat (França) é a segunda com os preços mais caros, de US$ 51.800.
No levantamento, maior parte das cidades com os preços mais caros do mercado imobiliário pertence à Europa, com França e Suíça dominando o ranking (veja abaixo). Londres aparece na terceira posição cobrando, em média, US$ 48.900. Hong Kong aparece duas vezes na lista, em quarto e décimo lugares, pois o estudo considera duas cotações para a moeda local. A cidade apresenta preço médio por metro quadrado de US$ 47.500 e de US$ 28.300 (10ª posição). 

Confira as 10 cidades com o metro quadrado mais caro no mundo
1ª - Mônaco (Principado de Mônaco) - US$ 58.300
2ª - Cap Ferrat (França) - US$ 51.800
3ª - Londres (Reino Unido) - US$ 48.900
4ª - Hong Kong (China) - US$ 47.500
5ª - Courchevel (França) - US$ 44.000
6ª - St Moritz (Suíça) - US$ 42.600
7ª - Gstaad (Suíça) - US$ 39.900
8ª - St Tropez (França) - US$ 38.800
9ª - Geneva (Suíça) - US$ 31.900
10ª - Hong Kong (China) - US$ 28.300

FONTE:  http://economia.terra.com.br

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aneel aprova reajuste de tarifa de energia elétrica no RN

Os consumidores do Rio Grande do Norte terão as tarifas reajustadas a partir do dia 22 de abril. A medida foi aprovada pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (17). O efeito médio a ser percebido pelos consumidores cativos da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) será de 6,43%. A concessionária atende 1,16 milhões de unidades consumidoras em todo o estado.

Nas residências ou empresas de pequeno porte, que estejam no grupo considerado de Baixa Tensão (abaixo de 2,3 KV), o reajuste será de 6,05%. Já para as indústrias ou demais estabelecimentos classificados na faixa de Alta Tensão (de 2,3 a 230 KV), o reajuste será de 7,35%.

Ao calcular os índices de reajuste, a Aneel considera a variação de custos que a empresa teve no decorrer do período de referência. A fórmula de cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M e o Fator X (índice fixado pela Aneel na época da revisão tarifária), e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada de geradoras, encargos de transmissão e encargos setoriais. Os índices aprovados são o máximo que as empresas podem praticar.
 
FONTE: http://tribunadonorte.com.br

terça-feira, 17 de abril de 2012

RN tem terceiro pior salário médio de admissão do país

Os trabalhadores que conquistaram uma vaga com carteira assinada este ano se depararam, no Rio Grande do Norte, com o terceiro menor salário médio de admissão do país. De acordo com dados relativos ao primeiro trimestre, divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o valor médio no estado, R$ 795,71, só ficou na frente dos registrados no Piauí (R$ 771,65) e na Paraíba (R$ 768,24), apesar de ter alcançado um aumento real de 7,29%, em relação ao do mesmo período do ano passado. A posição  negativa do RN é semelhante a que ocupou em 2011. 

"Tradicionalmente os salários no RN ficam abaixo dos de outros estados. Uma das razões para isso é que os pisos de atividades como indústria e serviços estão colados no salário mínimo", analisa o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômiocos (Dieese), Melquisedec Moreira. A alta taxa de rotatividade no mercado de trabalho é, entretanto, a principal responsável por pressionar a remuneração inicial dos trabalhadores, na visão dele.

Um estudo recente do Dieese e do Ministério do Trabalho, sobre a rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, mostra que a taxa  no RN, em 2010, era de 37,1%. Ou seja, a cada 100 contratados, 37 eram demitidos. "E são demissões por iniciativa da empresa. Esses trabalhadores saem e retornam à busca por nova vaga. Esse movimento reduz salário", diz Moreira, observando que a rotatividade rebaixa a remuneração porque quem entra no mercado entra com um salário menor do que os que são desligados.

Especialistas observam que a alta rotatividade é ruim para o trabalhador e boa para o empregador porque, demitindo o empregado e contratando um outro para a mesma vaga, a empresa aumenta a produtividade e diminui os custos, livrando-se dos encargos sociais altos.

Apenas em março deste ano, a taxa de rotatividade no Rio Grande do Norte chegou a 3,90%. Foi a segunda maior da região. A da Bahia (3,98%) ficou na primeira posição do ranking. Na construção civil, a taxa do RN também é a segunda maior nordestina: 7,25%. E só perde para a do Piauí, que ficou em 8,33% no período.

O Ministério do Trabalho não analisou os números do levantamento. Em nota, informou, entretanto, que o cenário - que aponta RN, Paraíba e Piauí com os piores salários médios de admissão do país - é semelhante ao verificado em 2011. Os números mostram que apesar de ter registrado o segundo maior crescimento real do Nordeste, de janeiro a março, o RN continuou entre os piores do ranking. Na outra ponta, São Paulo (R$ 1.134,90), Rio (R$ 1.119,43) e Distrito Federal (R$ 1.032,80) continuam nas primeiras posições entre os estados.

Saldo de empregos segue negativo

Os salários de admissão vão mal no RN e a geração de empregos segue o mesmo caminho. No primeiro trimestre do ano, foram admitidos no estado 45.712 trabalhadores e demitidos 47.842. A diferença rendeu um saldo negativo de 2.130 vagas. A indústria de transformação e a agropecuária foram os setores que mais cortaram postos de trabalho no período.

Na indústria, as demissões ficaram concentradas nas indústria têxtil, de confecções, de alimentos e na química, influenciadas, nestes últimos casos, pela produção de açúcar e álcool. Em período de entressafra e cada vez mais mecanizando o corte da cana, o setor sucroalcooleiro demite.

Apenas de janeiro a março a indústria química dispensou 1.511 trabalhadores no RN. Já a têxtil e de confecções cortou 854 vagas e não há previsão de recuperação breve, na avaliação do  presidente da Federação das Indústrias do RN, Amaro Sales. Na visão dele, o principal gargalo das fábricas, a concorrência com a China, precisa ser combatida e as recentes medidas do governo federal, para desonerar a folha de pagamento, reduzir tributos e o custo do crédito surtirão pouco efeito no mercado de trabalho do estado. Ele projeta que a construção civil, por outro lado, registrará melhor desempenho estimulada pelas obras relacionadas à Copa de 2014 e à construção de parques eólicos.

Os setores de comércio e  serviços também se destacam. Até março, foram os dois juntos os que mais geraram empregos no estado. Apesar de ter desacelerado em relação a 2011, a movimentação de turistas em Natal ajudou a puxar os números para cima, segundo o presidente da Fecomercio RN, Marcelo Queiroz.

FONTE E REDAÇÃO: http://tribunadonorte.com.br

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